terça-feira, abril 08, 2008

Benefícios do IT Governance

  • Melhor qualidade no serviço, com um suporte mais credível;
  • Segurança e confiança da continuidade dos serviços de TI, dando competência para restaurar os serviços quando houver necessidade;
  • Visão mais clara da capacidade actual de TI;
  • Fornecimento de informações de gestão para acompanhamento de performance, possibilitando projectar melhorias;
  • Equipe de TI mais motivada: Percepção da carga de trabalho de TI e melhor gestão de expectativas;
  • Gestão mais eficiente da infra-estrutura e dos serviços prestados;
  • Maior satisfação para os Clientes, entregando o serviço com mais qualidade e rapidez;
  • Nalguns casos redução de custos: a partir do maior controlo e de um melhor planeamento dos custos e dos processos internos é possível optimizar os custos operacionais;
  • Maior agilidade e segurança para realizar as mudanças propostas pelo negócio;
  • A comunicação torna-se mais rápida e dirigida;
  • Os processos são optimizados, consistentes e interligados.
  • Com processos definidos e controlados é fácil implementar várias mudanças simultaneamente.

"Actually, the cultural change required for ITIL success is often a much greater challenge than the implementation of any supporting technologies"
- Brian Johnson, CIO News Headlines Out. 1, 2006

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Compras públicas, paraquedismo, etc.




Voltaremos a este tema com toda a certeza, num país em que a fraude e a corrupção são uma realidade que nos deve preocupar a todos


domingo, fevereiro 24, 2008

Só gasta dinheiro quem quer!


O Alfresco está entre os melhores ECM (Enterprise Content Management). Porquê gastar tanto dinheiro em produtos proprietários de gestão documental e workflow, quando existe um produto open source que rivaliza com os melhores do mundo. Portugal poderá entrar nos circuitos de produção de software e estar de forma sustentável na linha da frente do e-Government.
Trata-se de um desafio para a Administração Pública, para as empresas e para as competências técnicas dos portugueses.
A este propósito, apresento de seguida uma lista de requisitos a que deve obedecer um bom ECM:
  • Indexação e pesquisa em texto integral
  • Locking, check in/out
  • Importação e exportação de documentos e pastas
  • Replicação e sincronização de documentos e pastas
  • Sincronização de pastas offline
  • Taxionomia e categorização do conteúdo
  • Pesquisa avançada com metadados combinados, localização e pesquisa multi-critério
  • Relatórios avançados e dashboards
  • Documentos combinados através do agrupamento lógico de vários conteúdos
  • Facilidades de pré-visualização com templates
  • Transformação automática de formatos (PDF, XML, etc.)
  • Biblioteca e repositórios multimedia
  • Eliminação temporária e recuperação de documentos apagados
  • Tarefas e acções temporizadas
  • Controlo e auditoria
  • Segurança e controlo de versões
  • Gestão de utilizadores, grupos e papeis contextuais (LDAP, Active Directory, etc)
  • Gestão flexível de metadados
  • Gestão da publicação na web com workflow
  • Facilidades de BPM (drag and drop)
  • Controlo e acompanhamento de processos
  • Geração de alertas por mail
  • Gestão de marcas e estilos organizacionais (brand)
  • Protecção de direitos digitais
  • Multiplataforma (Windows, UNIX, Linux, Solaris, etc.)
  • Bases de dados (Oracle, SQL Server, My SQL, etc.)
  • Acesso e interoperabilidade com serviços externos (.NET, J2EE, Python, PHP, etc.)
  • Integração fácil com sistemas de autenticação e de assinaturas digitais
  • Identificação e definição dos controlos necessários à observância dos tempos de conservação dos documentos e respectivas pastas em função de tabelas de selecção
  • etc.

Confesso que não quero ser sectário relativamente ao destaque que estou a dar ao Alfresco em detrimento de outras alternativas ECM em open source, mas trata-se de uma evidência já amplamente reconhecida não só pelo Gartner como pelo CMS Watch (ECM Suites Report 2008), etc.

É importante e urgente que a AP faça uma reflexão sobre os vários níveis de escala e complexidade dos problemas a que os vários ECM deverão responder.

Quase toda a AP está já "armadilhada" com um cem número de soluções proprietárias incompatíveis e de utilização duvidosa, mas que têm justificado adjudicações directas ao abrigo dos "vergonhosos" Contratos Públicos de Aprovisionamento ou invocando complementaridades e continuidades quase sempre duvidosas.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Artigo 35º da CRP - Número Único - Sim ou Não?

Slides da apresentação que fiz na Conferência de hoje da APDSI

sexta-feira, outubro 26, 2007

Filme sobre o Infocid no início de 1996

Um sonho de tecnologia inclusiva que nasceu há 20 anos e que ainda hoje está longe de acontecer

English version
Para aqueles que apenas dão valor ao que é dito em inglês

Podem ver aqui mais recursos multimédia sobre a evolução do Infocid

domingo, outubro 14, 2007

Conclusões do Grupo 2 do Forum da Arrábida


Mais uma vez foi um enorme prazer participar no 6º Forum da Arrábida, organizado pela APDSI.
43 pessoas dos mais variados sectores participaram de forma muito activa num forum de discussão e criatividade, num ambiente verdadeiramente único como é o Convento da Arrábida.
Este ano o tema foi "A Nova Estratégia de Lisboa" e o grupo que me coube dinamizar foi o "Emprego no Espaço Europeu".
Aqui ficam as conclusões do meu grupo, para partilhar com todos vós.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Comprar TIC na AP: Centralizar/Uniformizar ou Federar?


Nos últimos anos estamos a assistir ao despertar dos organismos do Estado para a adopção de sistemas de automatização de processos, baseados em sistemas de gestão documental, workflow, etc.
Na maioria das vezes trata-se de iniciativas centradas em departamentos isolados uns dos outros e suportadas em orçamentos e capacidades de decisão independentes.
A situação actual, caracterizada pela ausência de uma visão e de um modelo de gestão global, favorece a proliferação de produtos e soluções departamentais, incompatíveis e dispendiosas, que dificilmente conversam entre si.
A uma postura sistemática de “laisser faire, laisser passer”, só se pode responder através de uma estratégia de coordenação federalista, resultante de sucessivos factos consumados que vão surgindo todos os dias.
A estratégia é velha e bastante perversa:
Escolhemos uma tecnologia, porque algum fornecedor nos convenceu, deslumbrando com alguma facilidade a nossa ignorância e porque não estamos dispostos a analisar com muita profundidade as alternativas disponíveis no mercado.
Ao contrário do que se poderia pensar, as escolhas avulsas e facilitistas não conduzem a uma grande proliferação de produtos, pois tal como há 30 anos dizíamos que “quem comprava IBM nunca era despedido”, hoje não é difícil adoptar a mesma altitude conformista em relação aos novos monopólios.
Depois de escolhermos a tecnologia, não é difícil encontrar o produto na “Central de Compras do Estado” que, apesar de estar “congelada” há quase dez anos, vai incorporando milagrosamente todos os dias produtos novos por vias e cumplicidades mais ou menos tortuosas entre os vários fornecedores que tiveram a felicidade de estar nesta montra caquéctica.
Depois é só fazer a famosa “Adjudicação Directa” ao abrigo dos “contratos de aprovisionamento”, sempre renovados por adendas milagrosas, intermináveis e autogeridas, mas que já não se sabe como e com que critérios são subscritas.
A partir daí não é difícil desencadear um processo interminável de compras justificadas por uma constelação de produtos e soluções que vão gravitando em torno da escolha original, como se tratasse de uma verdadeira "Sopa da Pedra".
Isto sem falar nas "parcerias" (quase exclusivas) que se criam apressadamente com algumas empresas do mercado à revelia das boas regras de concorrência.
A ausência de governação das tecnologias da informação na administração pública e a excessiva departamentalização de orçamentos e capacidade de decisão de compra, conduzem-nos a dois modelos perversos:
  • Concentração resultante da adopção acomodada das tecnologias mais populares e que beneficiaram do “efeito de rede”;

  • Anarquia resultante de decisões ad hoc, induzidas por fornecedores que circunstancialmente são capazes de nos deslumbrar a cada esquina.

É preciso sair desta concentração e desta anarquia espontânea para passarmos a balancear opções mais centralizadoras ou federalistas, baseadas em critérios sérios, alinhados estrategicamente e co-optados de IT Governance.
O que vos propomos na figura é uma visão relativista dos ganhos e perdas de cada uma das opções e consequente modelo de gestão.
Julgo que a situação a que chegámos exige soluções e remédios federalistas de curto prazo, baseados em normas de interoperabilidade semântica e tecnológica, mas não nos podemos esquecer que o caminho para os serviços partilhados não tem retorno e que este modelo organizacional exige soluções tendencialmente uniformes e centralizadoras.
A opção por soluções horizontais e estruturantes (gestão documental, workflow, etc.) exige um cuidado especial do ponto de vista das leis da concorrência, da independência do país e do respeito por normas, por isso o FOSS (Free and Open Source Software) é uma opção cada vez mais séria a considerar, se quizermos ser transparentes, honestos e competentes nas escolhas que fizermos em relação ao futuro.

Porque subimos e descemos nos rankings

Seria interessante analisar a correlação entre a descida ou a subida nos rankings internacionais com a postura mais ou menos desruptiva ou continuada das iniciativas de e-government que cada Governo herdou da legislatura anterior.
O facto é que sempre que se aproveitaram e se aperfeiçoaram projectos anteriores subimos nos rankings
  • A continuidade de projectos que vieram do XII governo do PSD para os XIII e XIV governos do PS, conduziram-nos a um honroso 5º lugar na UE em 2001;
  • A continuidade de projectos que vieram dos XV e XVI governos do PSD para o XVII governo do PS conduziram-nos a um brilhante 3º lugar na UE em 2007.

Ao contrário constatou-se que a desrupção e a reinvenção da roda verificada do XIV governo do PS para os XV e XVI governos do PSD conduziram-nos a uma queda abrupta que só parou num vergonhoso 13º lugar em 2005 (16º na UE dos 25)

sábado, setembro 22, 2007

Portugal retoma o topo da Europa após 6 anos de avaliações


Portugal na 7ª edição, desde 2001, do BENCHMARKING THE SUPPLY OF ONLINE PUBLIC SERVICES, encomendado à Capgemini e publicado este mês, atingiu as posições mais elevadas de sempre do ranking dos países europeus:

3º lugar na Disponibilização de Serviços Online

4º lugar na Sofisticação técnica (Sobretudo para as Empresas)

Referências sobre Portugal:

‘Fast Movers’: Portugal has made major progress since 2006.
...
The “fully available online” indicator for Portugal has leapfrogged from 60% in 2006 to 90% this year, indicating a very marked improvement of transactional public service delivery since the 2006 measurement. Portugal now stands 3rd in this ranking.

The assessment of online sophistication of Portugal according to the new method shows an average of 90% which again is high score, far above the EU27+ average, putting Portugal 4th in the ranking. All of the business services attain 100%, while the citizen services stand at 84%.

Five out of the nine defined pro-active “stage 5” services attains the maximum score. Thus pro-active user-centric service delivery is developing well in Portugal.

Concerning user centricity, Portugal scores with 22% above the EU27+ average of 19%.

The national government portal, scores 88% (average EU27+ of 75%) and provides direct access to most of the public services. Usability and personalization of the sites is good

Neste relatório o Portal da Saúde e mais uma vez os Impostos foram as estrelas mais destacadas

Ver também:

O meu Portfolio de Projectos


Ao longo dos anos habituei-me a não dramatizar a falta de apoio político que conjunturalmente muitas vezes me confrontei, pois sempre acreditei que, mais cedo ou mais tarde, a evolução do "Processo Histórico" faria as coisas acontecer.
A diferença está na capacidade de abrir a visão dos políticos para além do seu território e do seu período eleitoral. Trata-se de alargar o Espaço e o Tempo, que deveria distinguir a boa Governança da gestão do dia-a-dia, que infelizmente ainda predomina na maioria dos responsáveis do sector público e privado.
Ainda não desisti e vou continuando a encher os meus três cestos e garanto-vos que o cesto do "Processo Histórico" vai ficando cada vez mais cheio.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Precisamos de um jogo limpo e transparente

Agora que as peças da coordenação da modernização administrativa e das TIC na AP estão colocadas no tabuleiro e que finalmente parecem ser claras as atribuições de cada um dos actores, espero que se olhe para o futuro com mais abertura e disponibilidade para cooperar sem mentiras, sem cinismos, nem instrumentalização política.
Os organismos e os funcionários já se podem olhar de frente sem medo de invasão dos seus territórios e podem privilegiar de uma vez por todas as cadeias de valor e os processos interdepartamentais para servir a sociedade. Será que vai ser mesmo assim?
Nos últimos quatro anos denunciei muitas vezes a confusão que se foi instalando entre as competências legais atribuídas a alguns organismos de coordenação, desde há muito fragilizados, e as usurpações pessoais e políticas assumidas por algumas estruturas de missão criadas ad hoc, mas desde o início dispostas a perpectuar-se e a substituir estruturas já existentes, mas desde há muito desacreditadas do ponto de vista técinico e político.
Apenas lamento que o jogo tenha acabado num tabuleiro em que se inverteram algumas das soberanias e alguns dos princípios basilares da organização administrativa do Estado.
Temos que reaprender a viver nos novos tempos. A Administração Indirecta do Estado (agências, institutos, empresas, etc) está a coordenar e, nalguns casos, a instrumentalizar a Administração Directa do Estado (direcções gerais).
Temos de repensar e reescrever todo o Direito Administrativo.
Mas mais grave do que isso!
Nos últimos anos proliferaram pessoas colectivas de direito privado por onde passa uma grande fatia dos dinheiros públicos do nosso país, principalmente nas áreas da Educação, Saúde e Autarquias. Trata-se de fugas evidentes ao direito público e à transparência que deveria decorrer da prestação de contas, que são próprias de um país democrático.
Tentei nos últimos anos como dirigente na área das Finanças e da Administração Pública, criar um sistema transparente de gestão dos recursos do Estado, salvaguardando as autonomias, mas criando condições de accountability aos vários níveis (tutelas políticas, Tribunal de Contas e sociedade em geral).
Tornar a informação e os actos administrativos transparentes e responsáveis parece ser ainda um incómodo para muitos sectores.
Quem não tem nada a esconder não tem medo de se expor de forma transparente, e de prestar contas pelos seus actos, que não deixam de ser administrativos pelo facto de estarem escondidos por detrás do “direito privado” ou de autonomias, sejam elas funcionais, regionais ou locais.
É de dinheiros públicos que estou a falar e por isso a sociedade e a democracia exige transparência e prestação de contas.
Aprendi nos últimos tempos que é difícil defender estas ideias e que os sistemas de informação que proponho são “demasiado” transparentes para serem aceites por alguns territórios opacos e auto-protegidos.
Sou um funcionário público com 36 anos de serviço, que jamais trocará o carácter e a cidadania activa por subordinações e cumplicidades duvidosas – Mais uma vez estou a sentir a “solidão da mudança”.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Estou vivo e ainda irreverente

Muita gente me telefonou e falou comigo por causa do post anterior, dizendo-me que mais parecia uma despedida. Desenganem-se, pois eu ainda estou vivo e irreverente como sempre fui, esteja eu onde estiver:-))

terça-feira, setembro 11, 2007

Crenças e paradoxos de um velho funcionário público

Em 36 anos como funcionário público aprendi que:

  • As pessoas são genuinamente boas e generosas, se nada interferir com os seus interesses pessoais;
  • As pessoas são mesquinhas, egoístas e hipócritas, quando estão em causa os seus interesses pessoais;
  • As pessoas, os organismos e os ministérios têm um instinto subliminar de defesa dos seus territórios;
  • O desenho e a viabilização de processos orientados às necessidades dos cidadãos e agentes económicos contrariam a natureza humana de defesa territorial;
  • Quando existem interesses divergentes e medo de ingerência alheia no nosso território, fazemos tudo para chegar a um acordo de não agressão e de continuarmos cinicamente a manter tudo na mesma;
  • Quando queremos manter tudo na mesma e não fazer nada, protegemos e louvamos não apenas a nossa, mas todas as “quintas” à nossa volta.

Em todos estes anos acabei por constatar que os meus grandes sucessos e os meus grandes fracassos decorreram sempre de uma postura coerente e de que não me arrependo:

  • Falei a verdade, privilegiei a frontalidade e denunciei a hipocrisia;
  • Privilegiei processos interdepartamentais em vez de pessoas e organismos;
  • Dei prioridade às necessidades dos cidadãos e agentes económicos e não a cada organismo ou tutela a que estava vinculado;
  • Assumi com orgulho a condição de funcionário público, comprometido através de juramento com o Serviço Público;
  • Encarei o Estado como um sistema único e não como uma soma de partes;
  • Gostei sempre de ensinar, porque gostei sempre de aprender;
  • Incuti em todos os meus colegas e alunos uma visão sobre os sistemas muito para além das fronteiras de cada organismo;
  • Propaguei a partilha e a reutilização de infraestruturas e informação;
  • Fui independente em relação a fornecedores e tecnologias;

Numa palavra: Contrariei a natureza humana, para inovar e transformar os sistemas e os organismos por onde passei! Fui louvado e punido por isso, mas considero que o saldo da minha vida como funcionário público foi positivo e gratificante.

Obrigado a todos os que acreditaram e mim e me apoiaram e a todos os que me desafiaram pela frente, mas o meu desprezo a todos quantos me denegriram pelas costas, na maioria das vezes sem sequer me conhecerem pessoal ou profissionalmente.

Portugal injustamente avaliado no Relatório Anual sobre e-Government da Accenture

Independentemente do 16º lugar no ranking dos 22 países analisados em todo o mundo, parece-nos injusta a apreciação de que nada foi feito nos últimos três anos e de que a percepção dos cidadãos piorou bastante em Portugal.
É por estas e por outras razões que não devemos entrar em euforias e desencantos perante os benchmarkings que se perfilam todos os anos à nossa frente.
Ver o relatório "2007 Leadership in Customer Service: Delivering on the Promise" no sítio da Accenture

Ver também "Parabéns a Portugal pelo 7º lugar em 198 países"

quinta-feira, agosto 23, 2007

Um dilema para quem actua em projectos TIC para a modernização administrativa

Ao longo da minha vida como técnico e dirigente da administração pública, já dei para estes dois “peditórios” e só eu sei como é difícil balancear os dois lados do nosso comportamento e como pode ser perigoso desguarnecer qualquer destas competências. Só a maturidade e a experiência de sentir na pele os sucessos e os fracassos é que nos abre os olhos para o relativismo da vida real.